domingo, 2 de março de 2008

Playground. Plêi-Grâundch.

Desculpa, Rafael. Não consigo fazer soar legal.
Ainda não sei pronunciar os 'érres' direito.
Te falei, né?
Que quando era menorzinha (mais nova é mais adequado), demorei meses pra aprender a falar 'prato'.
Quando aprendi foi a maior vitória pra família Nishijima.
:D
E não consigo pronunciar direito o 'Ground'.

"/

*postagem inútil 'é, eu sei'. Mas tô prestes a sair de casa, e não tinha mais nada pra fazer até dar a hora de sair.

Outro, e mais outro e outro.

Hoje: sábado. Um típico sábado.
Acordei tarde, passei à limpo um monte de anotações (pergunto-me: pra quê?).
Comecei a ler um capítulo de um livro que o professor mandou ler pra fazer a palestra.
Era bem legalzinho, falava de progresso e tal.
Realmente estava interessante, mas fiquei de saco cheio e liguei a tv (a tv, sempre a tv).
Fiquei de saco cheio da tv, e catei o livro do Carlos.
(Já tô quase terminando).
Aí começou a ventar no meu quarto, fechei a janela, fechei o livro, abri a porta.
Levantei com a cara de sono e tédio que me é comum e fui até a sala.
Nada pra fazer.
Comi alguma coisa (batatas fritas ou biscoitos de chocolate em formato de boneco que deram errado).
(não não, foi o bolo de maçã com frutas cristalizadas que minha mãe fez).
Voltei pro quarto.
Nada pra fazer.
Arrumei a gaveta de materiais e fiquei admirando os papéis todos novinhos e coisinhas dentro de plásticos e todas limpinhas.
Fucei uma bolsa antiga de colégio, e achei várias redações.
Algumas me deixaram mais saudosa ainda.
E outras me fizeram ficar rindo sozinha no quarto.
Como o blog não está aqueeelas coisas, vou transcrever uma aqui. (Assim quebra um pouco a monotonia).

Um livro ideal

Meu ideal seria escrever um livro que todo mundo achasse legal. Aquele que vira o livro de cabeceira, o que conta "a história da minha vida", aquele que dissessem "eu me identifiquei com ele..."
Poderia ser uma biografia, uma análise da minha vida (não que a minha vida fosse interessante e empolgante...na verdade é bem o contrário...), uma coisa interessante de se ler, que expressasse os medos, as angústias, as alegrias...um livro que retratasse o interior do coração de um ser humano. Algo que fizesse as pessoas mudarem seus conceitos sobre o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que é mau.
É...acho que tudo isso não seria uma biografia, seria um livro de auto-ajuda para as pessoas traumatizadas com amores não-correspondidos, que acham que a vida não vale a pena. Ia ser um livro de auto-ajuda tipo os que eu leio...As pessoas iam ler o resumo do meu livro e achar legal, iam ler a crítica nas revistas e sair pra comprá-lo na livraria mais próxima. Ia fazer a humanidade mais feliz e confiante...Ia ser traduzido para inúmeras línguas, e ia vender mais que Harry Potter! E eu ia ganhar rios de dinheiro, cair em depressão, ter uma coleção de livros de auto-ajuda (que não adiantariam em nada), enlouquecer, morrer de tristeza e fariam uma homenagem póstuma para mim na TV.
E todo o meu dinheiro seria distribuído às instituições de caridade, que fariam o mundo mais feliz, sem fome, sem tristeza e sem miséria! O mundo perfeito!

Comentários da Corretora Marlene : Está difícil "enxergar" o seu texto, pois está tão apagadinho. Use caneta azul ou preta. Você é muito espontânea quando está escrevendo. Gosto disso. Parabéns!
Nota dada pela Corretora Marlene : 9,5

Jésuis! Que tragédia (e eu tava no segundo ano do colegial).
Vou colocar um mais felizinho aqui (se o limite de caracteres permitir).

O homem cuja orelha cresceu


Estava escrevendo, sentiu a orelha pesada. Pensou que fosse cansaço, eram 11 da noite, estava fazendo hora extra. Escriturário de uma firma de tecidos, solteiro, 35 anos, ganhava pouco, reforçava com extras. Mas o peso foi aumentando e ele percebeu que as orelhas cresciam. Apavorado, passou a mão. Deviam ter uns 10 centímetros. Eram moles, como de cachorro. Correu ao banheiro. As orelhas estavam na altura do ombro e continuavam crescendo. Procurou uma tesoura, ia cortar a orelha, não importava que doesse. Mas não encontrou, as gavetas das moças estavam fechadas. O armário do material também. O melhor era correr para a pensão, se fechar, antes que não pudesse mais andar na rua.
(Ignácio de Loyola Brandão)

Isso era o início da proposta. Agora vem a parte que eu e a Gardênia fizemos como continuação.

Enquanto ele corria, ele tropeçou nas orelhas e saiu rolando pela rua. ele desmaiou e dormiu, enrolado nas orelhas que eram quentinhas e peludas. No dia seguinte, todos os rapazes da cidade ficaram dando em cima dele, por conta de suas longas madeixas louras, felpudas e auditivas. Então, ele pensou: "Já que eu não dou sorte com as garotas, porque eu não aceito os rapazes?".
Nisso, ele foi ao açougue mais próximo e cortou sua linguiça fora, fez carne moída e recheou as panquecas para o almoço com os bofes da vizinhança. Depois disso decidiu que deveria manifestar seu lado mulher, virou uma fornecedora de cera para chão "limpa-tudo" e atriz de filme pornô nos filmes de Hollywood, depois de colocar 5 litros de silicone em cada seio e criar um nome artístico, algo do tipo: "Tcheca Tchan" e quando fazia participações masculinhas, seu nome era "Billy Lau".
Ganhou o Oscar "Pinto de Ouro" como melhor filme pornô, com o filme : "Coma me se for capaz".
Após isso, suas orelhas cresceram de novo, e ele foi despedido da "Cuaçado Produções Artísticas", ficou inconformado e decidiu se rebelar e colocou piercings nas orelhas, e entrou para o Guiness como a pessoa que tem mais piercings.
E, aposentou-se. Viveu com a grana de seus filmes e casou-se com o "Negão-da-Tora-da-Floresta-Encantada" junto com os Sete Anões e o Bambi.

Comentários da Corretora Marlene : Quanta imaginação! Tudo isso por causa das orelhas que não paravam de cescer? Continue progredindo.

Poooxa, pode falar. A gente é imbátivel em redação. E essa, a gente tava no primeiro ano do colegial.
Depois que eu fui embora de Boiânia e parei de fazer redações com a Gardênia, elas ficaram todas mais chatas e monótonas.
(Mas eu vou postando as monótonas aqui...senão isso fica animadinho demais.).
Chega. Por hoje chega.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Crônica. Só pode ser crônica.


Só pode ser.
Tá esfriando, e eu detesto frio.
Calor é ruim, mas frio também é ruim.
Venta bastante, e eu gosto disso.
Já não sou mais o que era antes.
Isso tudo passou, e reajo muito mal à mudanças.
Nem eu me aguento mais.
Como posso querer que alguém me aguente?
Reclamo demais, sei como é.
É chato?É.
Enche o saco?Demais.
Mas acredite, ninguém tá mais incomodado do que eu.
E cansei de falar de mim. Vou falar de outra coisa.
Mas logo logo volto a falar de mim. Não se preocupem.
Biscoitos.
Fiz biscoitos de chocolate ontem, pra testar as forminhas que comprei.
Uma tem formato de bonequinho, a outra de coração e a outra de cabeça de coelhinho.
São todas muito bonitas, e eu quase tive um piti quando vi elas à venda.
Fiquei amassando a massa, com todo o empenho e carinho que há em mim.
Estiquei, cortei os biscoitos.
Coloquei na fôrma, e coloquei no forno.
Era só esperar agora...
Mas uma fornada queimou.
E eles ficaram com um gosto estranho...
Depois de ver que não sei fazer gelatina, nem bolo, nem biscoitos, e nem nada...
acho que desisto de cozinhar.
Não sou mulher pra casar.
Não sei fazer nem a sobremesa.
Mas mesmo assim, alguém ai quer casar comigo?
Acho que os meus planos de casar e ter uma vida feliz e confortável, tão ruindo.
E à cada dia que passa, percebo que vou me tornar uma balzaca a la Bridget Jones.
E isso me deixa triste?
Sim. Porque sempre imaginei que eu seria uma pessoa contente com cachorro no quintal e um marido que me ama.
Sonhar é complicado.
De uns tempos pra cá, consegui que a maior parte dos meus sonhos fossem arruinados.
Motivos de força maior, familiares, mudanças de cidade...ou simplesmente por serem surreais demais.
E de repente, sem mais nem menos...pessoas que não falavam mais comigo, vieram falar comigo.
Isso é bom. Claro que é bom.
Mas eu já estava mudando toda a minha forma de pensar...
E agora estou super confusa com tudo.
Sinto-me muito culpada por não dar atenção à quem merece, e dedicar atenção demais à quem não está nem ai pra mim.
Será que eu ainda tenho jeito?
Já ouvi de várias pessoas, que nunca vou ser realmente feliz. Porque pra mim, nunca está bom. Nunca.
Falta sal na salada, o ovo ficou mole demais, o biscoito queimou, não dormi direito, estou solteira, o papel tá caro, não tenho dinheiro, tenho sono, tenho fome, tenho dor.
É um saco.
Mas quando acho que a pessoa que me faz esquecer tudo isso apareceu...ela some de mim.
E aparece de novo, e some, e aparece de novo, e some.
E esse vaivém incomoda. E confunde muito a minha cabeça.
Quero conhecer pessoas novas...mas parece que sempre eu estou de fora, não me encaixo no grupo.
Parece que eu sou um ser de outro planeta.
E por isso me apego à poucas pessoas.
Porque são pouquíssimas as pessoas que aguentam conviver com uma pessoa que tem um humor inconstante.
E meus tornozelos doem, e já desisti de voltar andando pra casa.
Esse tempo cinza deixa o meu humor cada vez mais cinza.
Aposto como amanhã será mais frio que hoje.
Por hoje, gostaria apenas de ver alguma coisa bonita.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

E agora, José?

Aulas começando.
Não consigo mais ler livros, não consigo ver tv, não consigo comer.
Não sei se penso neste ou naquele.
Então penso nos dois.Link
O tempo está mudando...
e tem muita coisa mudando.
Alguns dias não sinto vontade nem de sair da cama ou sequer abrir os olhos.
Talvez o que ou quem eu quero, não exista.
Talvez seja uma completa busca em vão.
Só sei que se eu tiver que chorar todos os dias, mas souber que há alguém nesse mundo, feito especialmente pra mim...eu aguento.
Nesses últimos dias, eu tô chata (é, tô.), tô reclamando (é, tô).
Peço desculpas pelo incômodo.
Enfim.
E também não tô muito afim e nem inspirada pra ficar cheia de blá-blá-blá.

Música do Dia (tcharaam) :
http://www.youtube.com/watch?v=H6Dg1Ymji-Q

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Oh! Não acredito!

Mentira, acredito sim.
Mas tô muito pasma.
Muito pasma mesmo.
De verdade.
Tava com muito sono, mas depois dessas, nem vou dormir.

Uau...

O_O

Sweet Memories.

Tinha esse termo (termo?) numa música da Whitney Houston.
"Em aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai-iaaaaaaaai uiw óuwêis lóóóviuuu."
E poxa, que saudades desse blog!
Não rola muita coisa útil vinda de mim aqui, mas fez falta.
Primeira semana de aulas, foi legal!
Pintaram nossas caras, pedimos dinheiro, conhecemos pessoas novas...
Fiquei doente, reclamei, reclamei do calor, reclamei dos outros, acordei cedo(oooh), dormi cedo, parei de ver tv, parei de comer, não vejo mais as minhas amigas tão frequentemente, fizemos algumas boas ações, chorei chorei choreeeeeeeei (internas).
Tenho o livro do Carlos pra começar a ler...
E EU ESPERO QUE ELE LEIA LOGO O MEU!
dhaeudhuedhedhihdihdihdihdihdihdihdih
(leu, Carlos?)
Estou com muito sono, as aulas de hoje foram especialmente chatas/entediantes/chatas/chatas e chatas.
E o professor parecia um boneco de massinha velha (massinha dura).
E o outro tem uma cara de velhinho simpático, tanto que tentei desenhar a cara dele no cantinho do caderno, pra não esquecer a minha primeira impressão dele.
Gastei muuito dinheiro com o material, e ainda não comprei tudo.
Mas já tenho um compasso pra dar pro meu filho.
Tenho uma dor nas costas/pernas/ombros/braços/glúteos/dedo do pé/dedo da mão.
Resolvi voltar à vida de pessoa saudável...
e para uma pessoa que ficou uns dois meses sem sair de casa...foi meio complicado.
Totalmente quebrada define bem.
Parei de escrever o livro também (tragédia).
Mentira, escrevi na quarta feira.
Quarta feira. Dia de emoções (acho que alguém sabe do que se trata).
E deve ser isso, se faltar alguma coisa escrevo de novo.
Quero um amigo homem, solteiro, legal, engraçado, simpático, gatão, que esteja interessado em ser meu amiguinho in-se-pa-rá-vel pra poder fazer coreografias e brincar de power rangers. Também conta tomar chuva (sem beijo apaixonado necessariamente).
(Solteiro, repetindo: SOL-TEI-RO).

sábado, 16 de fevereiro de 2008

E acabaram as férias.



Fim.
Fim de férias.
Hora de ficar de mal com o travesseiro, desligar a tv, usar bem menos o pc. Dormir cedo, e reclamar diariamente das tiazinhas folgadas e gordas dos ônibus.
Acabou.
Acabaram as tardes vendo a Sessão da Tarde.
Quando poderei ver novamente a Lagoa Azul?
Tempo de fazer amigos novos, conhecer gente nova, conhecer lugares novos.
Acho que chegou a hora de amadurecer (mais um pouco), e não sei se estou preparada.
O que posso dizer das férias?
Foram muito boas, excelentes, eu diria.
Vi minha amiga várias vezes.
Em Londrina, e aqui em Curitiba, bem recentemente.
Só ela sabe como ela me faz bem.
Conversamos, fofocamos, rimos.
Se enfiltrar no meio de quinhentos machos, procurando um só, é uma tarefa totalmente prazerosa com você do lado.
Tive alguns momentos particularmente bons.
Chorei muito nas férias. Muito mesmo. A solidão, em alguns momentos, quase me matou.
Mas alguns momentos foram muito legais.
Posso citar os dias que fui na casa da Simone, o Ano Novo com a família...o churrasco com o pessoal da faculdade, os dias que sai com as amigas do colégio...
Li um livro muito bom, que lerei de novo, mas ri e chorei bastante lendo ele.
Fiz amigos novos (talvez).
Amadureci? (Quem sabe).
Ressuscitei o blog? (Comcerveja.)
Posso dizer que as férias foram boas pra eu pensar.
Pensei muito mesmo, bastante. Cheguei à algumas conclusões, mas prefiro não falar aqui.
Quem sabe algum dia eu te conte...
Vou sentir falta de escrever aqui todos os dias.
Isso já havia se tornado um hábito pra mim, assim como escovar os dentes.
Só espero que 2008 seja muito melhor do que 2007.
O ano passado conseguiu ficar entre os piores anos que me lembro.
Enfim...
Espero voltar logo à escrever aqui, cheia de novidades.

*Me descobri super fã de : Cyndi Lauper, Astronauta Pinguim, Karine Alexandrino e Keith Haring.

http://www.youtube.com/watch?v=UMgIu56-mh0


Me diz como?