terça-feira, 23 de setembro de 2008

58.

Do alto dos meus 58 álbuns* minuciosamente selecionados e baixados.
Alguns, talvez, não ouvidos por completo (?)
Mas no meio de tanta música assim, e mais umas avulsas-aleatórias...
E no modo aleatório-randômico-misturado-misto-vai-o-que-vier,
que música que toca?
Qual?
Qual que aparece mil vezes?
E que eu vou rapidamente e clico no botão de 'próxima-seguinte-VAI'.
E depois de uma ou duas músicas, me volta aquela.
Clico de novo no botão.
E volta praquela.

Puts.

Me recuso a ouvir essa.
Birra, fechei a cara, não gostei, não quero mais brincar.

Nem foi isso.

*Números para possíveis cálculos de probabilidade, levando em consideração que cada álbum tem MAIS OU MENOS 10 músicas. Seriam 580 músicas. Mais umas 50 avulsas...630 músicas.
1/630 = probabilidade baixa.

Se você é Mar, eu sou Água.

MorenatropicanaeuqueroteusaboooorOOOOOOOOOI-OI-OI-IÔ.

domingo, 21 de setembro de 2008

Primavera.


"O verde se expande com a chegada, amanhã, da estação mais amena no Hemisfério Sul. As mudanças na natureza se refletem no nosso organismo e na relação que mantemos com o ambiente."

Aqui no jornal diz isso.

E diz que a primavera é um reflorescer do inverno, a fase do ano em que colocamos em prática os projetos gestados nas estações frias.

Dias de sol e céu limpo.
Cores, flores.

Adoro a primavera.

Essa é boa.

sábado, 20 de setembro de 2008

Lápis de Cor.

Um lápis de boa qualidade possui boa aplicação, o que significa dizer, que quando aplicado sobre o papel, o pigmento adere rapidamente a ele, de maneira uniforme e vivo, sem atrito ou rangido.

Ao desenhar com lápis de cor deve-se ter em mente uma noção fundamental, o que se faz é mais do que meramente acrescentar cor a um desenho. Cor e traço não são duas funções separadas em desenho com lápis de cor. Para fazer uso total da cor deve-se preocupar com ela no exato momento em que se começa a planejar a composição, e então se lembrar de empregar as linhas como meio para a cor.


I do believe it's true
That there are holes left in both of our shoes.
If the silence takes you,
Then I hope it takes me too.
So brown eyes I hold you near,
Cause you're the only song I want to hear.
A melody softly soaring through my atmosphere
.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Frio frio frio.

E nem choveu e nem nada.

Caíram uns pingos de chuva tão finos, que atravessaram esse véu que coloquei em mim.
Tentei absorver umas cores para tornar as coisas mais verdadeiras.
Mas então ouvi 'esfrie essa cor'.
Fui lá e esfriei.

E no meio de tantos papéis, descobri um coração também de papel.
Tá meio amassado, mas agora tanto faz.
Tanto faz o que passou e o que virá.
O que acontece é tão parado que chega a me fazer andar pra trás.
E mesmo que tudo tenha um ritmo frenético, ainda encontro tempo pra fechar os olhos.

Acordar desorientada no meio da noite.
Desço, bebo um copo d'agua.
E ele desce tão gelado, esfriando tudo o que encontra.
Vai ver andou passando pelo coração.
E isso me partiu.

Bem como minha vida sempre foi repleta de despedidas e choros.
Sempre largando coisas para trás, quando elas ainda estavam inacabadas.
Largando amigos em rodoviárias.

É tudo normal.
É tudo igual pra todo mundo.
Se não agora, depois.
Talvez nunca.

Vai saber.

Edições de filmes de casamento.
(vale a pena ver)

Música.
(fazia tempo que não colocava uma, e o vídeo me enfiou ela na cabeça. E eu não quero que ela saia.)

Para a lista de presentes, posso acrescentar:

Uma máquina de escrever.
Virgens Suicidas (′The Virgin Suicides′), de Jeffrey Eugenides (livro)

Por hoje não quero mais nada.
Só pra não abandonar aqui mesmo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Andando pela rua.

Andava.
Andava a passos largos, pois era sempre mais díficil acompanhar os adultos.
Mesmo que odiasse ser chamada de criança.
Odiava.
Era tão ruim, soava imaturo.
Soava tão infantil e bobo.

Aí então, andávamos.
Eu correndo para acompanhar.
E eles lá, tranquilamente e segurando a minha mão firme.
Falavam para prestar atenção.
Andar junto.
Andar perto.
Segurar firme.

Então, um deslize.
Foi alguma vitrine?
Algum esbarrão, sei lá.
Vai ver parei pra ver os pombos ou contar os andares do prédio.
Parei no vinte.
Perdi a conta.
Alguém?
Quando foi que eu soltei a mão?
Quando foi que todos foram embora e sobrou apenas aquela multidão.
Aquela multidão cheia de sentimentos que eu não sei sentir.
E rostos brancos, pálidos, inexpressivos.
Máscaras que andam soltar por aí.
Pernas que sabem andar e cabeças que mecanicamente pensam o que devem pensar.
E eu ali.
De pé.
Com meus quatro anos tão pouco vividos mas tão frescos.

E aonde foram parar todos?
Coração acelerado.
Mãos suando.
As pernas tremiam.
Tremiam tanto que me sentei em qualquer lugar com medo de cair.
Vejo alguns olhares de dó.
Mas eles se vão e eu fico.

Será que fico aqui esperando me buscarem?
Ou será que saio correndo e corro o risco de encontrá-los, mas também de me perder?
Não sei.
Não sei.
Ando em círculos.
Aperto minhas mãos, e sinto meus dedos estranhos.
E meus olhos se encheram de lágrimas.
O que é que eu faço?

Soltaram a minha mão.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Parou.

Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...

Eu pensei..
que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?

Por que será?
...vou pensar.

- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mas
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
e isso por que?
Diz mais!

Uh... se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.

Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... ah!...

Não diz tudo, mas diz muito.
E ficou na minha cabeça o dia inteiro, mesmo que eu não lembrasse nem um verso.

E o vento pára e anda e pára.
E bate nas pedras todas as vezes.
E não cansa de bater.
Bate mais algumas vezes.

Três vidas não seriam suficientes para bater quantas vezes têm que bater.
E nem que as pedras quebrem e tudo se faça ilusão.
Nem que a água vire areia e os sonhos virem medo.
E mesmo que as águas não digam ao vento...
O vento sabe do que elas são feitas.
Mesmo que não se toquem, eles se tocam sem saber.

E então se desmancha tudo.
Tudo outra vez.
Aquilo que era uma colcha de retalhos.
Virou um pavê com passas.
E depois se tornou nuvem.
E de nuvem, virou solidão.

E se ela é doce, não faz mal.
Que mal algo doce pode fazer?
Se fosse amargo, ou azedo...
Azedo até vai, mas amargo é ruim.
Doce nada faz.
O máximo que pode acontecer, é enjoar.

*Lista de presentes na postagem ante-anterior.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Boys don't cry.

E a água que caiu, quase dourada, e passou pelo ralo.
Foi pelos canos.
Desceu.
Desceu, desceu e desceu mais um pouco.

Ficou meio rosa, depois ficou azul.
Aí então, virou verde.
E depois que ficou marrom, não mudou mais de cor.

Passou por quatro mundos diferentes (eu contei).
Tinha lixas, pedras.
Passou por algodões e fumaças macias.
Parou enquanto a rampa subia.
Então continuou.
Descer dava bem menos trabalho.

Escorregou lisa e experimentou outros planos.
Então virou um cartão bobo e evaporou.

*Lista de presentes no post anterior.