sexta-feira, 14 de maio de 2010

Amizade

O que motiva assim, palavra sem verso jogo sem rima?
Talvez uma amizade dispersa, amor de amigo, tempo perdido
Aquele tempo que ganhei ouvindo sua risada forte e alta
Me divertindo com olhos brilhantes e uma adolescência desabrochando

Caminhadas longas, três mil sóis quentes derretendo o gelo da coca cola
Agonias ingênuas, trivialidades infantis
Uma maturidade imatura onde o hoje era tudo o que eu tinha
E enxugava com lágrimas e sorrisos um futuro que me prometia

Cá estou no futuro que não imaginei, na vida que não sabia
Não imaginava onde ia dar, que caminhos ia tomar
A vida então me sorriu mais uma vez (acho que ela sorri todos os dias)
Encontro um tipo de felicidade a cada instante

Para o Tales, que insiste em me lembrar que é um amigo maravilhoso.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Bondinho

Não dorme no chão que a cama é quente o chão é frio
No frio do chão que está tão quente cadê o quente
E na cama tem frio

Ronco sonho pesadelo mistura realidade ficção sonho fantasia
Delírio absurdo sanidade felicidade
Pisco, você pisca, nós piscamos
Passou uma noite inteirinha de sono
Dois pra dois, um pra cada acorda descoberto


sábado, 1 de maio de 2010

No ninho

Essa insegurança de se segurar
nas costas de algo grande
encontrar algo pra viver
encontrar algo pra morrer (dentro de mim)

Vai tudo passando e correndo
saltitando nessa estrada com fim
Aos poucos a vida vai morrendo
até me mostrar que ela vai é vivendo

Quando tudo parece escuridão
preciso deste sorriso pra iluminar
guardo no coração, pra acalmar
e quando quiser, acessar.

Mas quando preciso da vida real
procuro realidade
encontro perguntas e lacunas
e acima de tudo, você correndo por mim

A angústia então assume seu lugar
vou lutando pra ela se mandar
chuto as portas alago lençóis
soco a cara de quem se intromete e o vazio diminuiu

Mas nessa noite fria, eu queria mesmo é não usar três cobertores.

sábado, 10 de abril de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

domingo, 21 de março de 2010

à meia-luz

é onde acontece
onde as coisas caem
as palavras saem
o silêncio sai
o silêncio entra
as palavras saem

é onde você senta
e de costas pra mim meu sorriso engole as lágrimas felizes
e a música toca o vento bate a perna treme
coração acelerado sangue feito corrente
suando frio e com mil palavras presas
mas quando vejo minha boca paralisa e minha garganta prende
só sei enxergar
me deixar levar
deixar sentir você correndo por dentro de mim
abrindo as portas fechadas

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

:D




:D